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Foge à regra Foge à regra
by Juliana Elo
Issue 4
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A competicão entre Brasil e Argentina sempre foi motivo para piadas, mas os últimos acontecimentos não foram nada engracados. Aconteceu em 14 de Abril deste ano, durante um jogo entre o time brasileiro São Paulo e o argentino Quilmes, no Brasil, pelo título da Libertadores da América. O jogador argentino Désbato atacou verbalmente o jogador brasileiro negro, Grafite, com insultos racistas. Após o jogo, a polícia entrou no vestiário e levou Désbato para a delegacia.

Apesar do caso ter sido misteriosamente resolvido, com Désbato livre após pagamento de financa – enquanto crime de racismo no Brasil é inafiancável – eu vi o acontecimento com otimismo. Eu acredito que o primeiro passo foi dado. Agressões cometidas durante jogos devem ser considerados crimes, e como quaisquer outros devem ser resolvidos no tribunal.

As ligas já têm problema sufiencente penalizando jogadores por faltas contra as regras, como agarrar a camisa de outro jogador ou tocar a bola com as mãos no futebol. Elas não podem ser responsáveis por mais do que regras de jogo. E um jogador agredido não pode ser criticado por exigir justica. Não há vergonha nenhuma nisso. Jogadores são esportistas, não gladiadores. Eles não têm que se submeter à mais do que o jogo pede. O mais ridículo no caso de Grafite, é que dias depois, jogando pela Selecão Brasileira na Argentina, jogadores argentinos o satirizaram dizendo que aquele não era lugar pra ele, que ele deveria ir brincar com bonecas.

Já na Finlândia aconteceu que, após assistir à uma agressão durante um jogo de Hockey no gelo entre os times Lukko e HIFK, um torcedor registrou queixa na polícia. O caso não foi muito adiante, já que os próprios jogadores e treinadores alegavam violência ser parte do jogo, mas isso não consta nas regras. Muitos jogadores, como Tie Domi, que não são mais do que os lutadores do time. Eles são escalados para “abrir caminho” para as estrelas do time até o gol, e fazem isso na base da porrada. Até mesmo no boxe há regras. Se um boxeador arranca a orelha do outro no dente, tem que ir para a cadeia, como um animal perigoso que não deve pode transitar pelas ruas de uma cidade.

A violência no esporte já foi longe demais. A maior parte do esporte profissional praticado hoje em dia, não tem mais nada em comum com aquele que promovia a paz, durante os Jogos Olímpicos na Grécia Antiga.

Cabe aos torcedores rejeitar essa prática inadequada do esporte, quando cometida por seus times. Um amante do futebol não deveria aceitar de seu time mais do que legímo futebol. Não há do que se orgulhar em uma vitória desonesta. E nós todos devemos nos lembrar da grande influência que o esporte tem como modelo para as novas geracões. Não adianta nada desaprovarmos para as criancas atitudes que celebramos na frente da TV.

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