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Finlandia: Munica­pios e Descentralizcao Finlandia: Munica­pios e Descentralizcao
by Luis Alves
2008-01-11 09:41:20
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A crise económica portuguesa teve início no ano de 2002. Apesar da ténue recuperação ocorrida a partir de 2004, o crescimento da economia portuguesa tem-se mantido por valores insuficientes para uma efectiva recuperação. Desde essa data têm-se multiplicado debates sobre modelos económicos europeus de sucesso, com merecido destaque para o fenómeno da recuperação e “milagre” finlandês[1].

O sucesso económico finlandês não tem sido atribuído apenas ao indicador do crescimento do PIB, mas a um largo espectro de factores de competitividade[2] – desempenho económico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestruturas – que globalmente terão potenciado o seu modelo económico, transformando-o num dos mais competitivos do mundo.

A transformação dum complexo industrial desactualizado no maior produtor mundial de telemóveis, foi decisiva para o rápido crescimento de produtividade verificado nos anos 90.

A crise finlandesa activou um período de “destruição criativa”, um período de ajustamentos e reformas, relacionados com os avanços de carácter tecnológico e a realização de investimentos a longo prazo em inovação tecnológica, mas também com o aumento de competitividade gerado pela depreciação monetária de 1992.

A Finlândia é um dos Estados-Providência europeus com um extenso sector público e um mercado de trabalho corporativo. No princípio dos anos 90, fizeram-se tentativas de reformas radicais dessas instituições, mas o fraco suporte eleitoral não o permitiu, tendo sido possível a sobrevivência do Estado-Providência e das instituições de carácter corporativo. Posteriormente, enveredou-se por uma via de maior consenso político e por reformas de carácter incremental.

“Nas eleições parlamentares de 1995, o partido de Centro sofreu uma ampla derrota, e o presidente do Partido Social Democrata (Suomen Sosialidemokraattinen Puolue), Paavo Lipponen, liderou o seu primeiro governo baseado nos social-democratas e nos conservadores da Coligação Nacional (Kansallinen Kokoomus). A União de Esquerda (Vasemmistoliitto), os Verdes (Vihreä liitto) e o partido do Povo Sueco (Ruotsalainen kansanpuolue) completaram o gabinete ministerial. O "governo arco-íris" de Lipponen durou toda a legislatura. As suas principais tarefas foram adaptar o país às estruturas da União Europeia, reverter o curso descendente do crescimento económico e reduzir o desemprego.“ [3] [trad.]

Actualmente, o maior desafio, tal como nos outros países da Europa Ocidental, consiste no problema do envelhecimento populacional, que conduzirá a importantes alterações demográficas com implicações na redução da oferta de trabalho. A taxa de desemprego[4] em 2005 era de 8,4% (220 mil desempregados). No entanto, o desemprego afecta de forma desigual as diferentes parte do território finlandês. Recentemente, foi feita uma previsão que aponta para uma escassez de trabalho em 2010, na Finlândia Oriental, e para que algumas das regiões ocidentais e setentrionais não sejam afectadas até à década seguinte[5] .

Os factores de competitividade já referidos, são indicadores que revelam mais as consequências do que as causas de desenvolvimento dum país. A abordagem será feita com base no “sistema” no qual se movem os “actores” económico-sociais: a organização administrativa e política existente no país, profundamente ligada à eficiência governativa e às infraestruturas existentes (básicas, tecnológicas, científicas, saúde, ambiente e educação), que conduziu a um um sistema de governação dos mais descentralizados da Europa.

Até meados dos anos 90, a percepção comum sobre a Finlândia era a de um longínquo e gélido país, ambientalmente avançado, mas com pouca abertura cultural externa, condicionado por uma localização geográfica “sensível” , na proximidade da superpotência comunista URSS. Nos anos 70, o “país dos 1000 lagos” e das florestas era considerado um “paraíso verde” despoluído, cujos habitantes viviam dum modo simples, privilegiando o contacto com a natureza. Não admira que ,então, se tenha tornado em pólo de atracção para muitos turistas originários da Europa Central.

A queda da URSS (e também a entrada na UE) veio abrir decisivamente a Finlândia ao mundo exterior, tanto no aspecto económico como no campo cultural e artístico. Talvez para surpresa de muitos finlandeses, o espectacular sucesso da indústria finlandesa do sector das tecnologias de informação e comunicações, que se revela globalmente na imagem da marca internacional “Nokia”, com vendas de 34,191 biliões de euros em 2005 ( a Nokia Corporation, criada em 1967, fabricava desde pneus e calçado até televisões e computadores), começa actualmente a ser acompanhado por uma exportação cultural musical suportada por um crescente número de “fans”, a maioria ávidos utilizadores da rede global Internet[6] .

Posteriormente far-se-á uma breve descrição da crise finlandesa de 90-93, tendo como como base dois relatórios de carácter económico-social, mantendo sempre como pano fundo o papel dos municípios finlandeses (fin: suomen kunnat) e a organização profundamente descentralizada desta nação escandinava.
CLICK HERE FOR THE FULL PDF:

____________________________________________
[1] Jaakko Kiander (2004), The evolution of finnish model in 1990s: from depression to high-tech boom, VATT discussion papers 344, Valtion Taloudellinen Tutkimuskeskus (Government Institut for Economic Research) Helsinki 2004
[2] World Competitiveness Scoreboard (IMD - World Competitiveness Center,World Competitiveness Scoreboard
[3]Seppo Zetterberg ,Universidade de Jyväskylä, Resenha da história finlandesa, virtual.finland.fi, Ministry for Foreign Affairs of Finland [traduzido]
[4] Labour Market Statistics,www.stat.fi
[5] Labour shortage will first hit ageing Eastern Finland,www.hs.fi/english
[6] Miska Rantanen,A new breed of Finland fanatics - Music exports are attracting a small but dedicated bunch of Suomi enthusiasts on the Internet message boards, 29 de Outubro de 2006,www.hs.fi/english

    
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Comments(12)
Get it off your chest
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Emanuel Paparella2008-01-11 10:28:32
O decentralization econômico trabalha porque toda a política é local e o governo que governa menos governa melhor. O problema que eu v que entretanto é aquele que Jung chamou "homem moderno na busca de uma alma" ou em privilegiar do puramente econômico sobre o intelectual e o espiritual.


Alexandra Pereira2008-01-11 14:38:22
Olá, bemvindo!
1+1=2 portugas a colaborar para a Ovi (faltam-nos 9 para a equipa de futebol), um engenheiro em turismo e uma artista pária que se apaixonou por um finlandês, bonito quadro! ;) um brinde às muitas colaborações por vir.

Hello, welcome!
1+1=2 "tuguese" collaborating with Ovi (we're missing 9 to create the famous soccer team), an engineer doing tourism and a pariah artist who fell in love with a finnish, nice picture! ;) a toast to the many articles to come.


A.P.2008-01-11 14:49:05
I think the portuguese economic crisis is not an economic crisis from the start, but a corruption and assuming responsibilities and moral crisis, and a stealing-your-partner-and-getting-away-with-it crisis. Starting with the current prime-minister whom, everybody knows, bought his bachelor and was not dismissed because of that, while thousands of poor portuguese have done an incredible sacrifice to give their children 5 or 6 years of university education to see them unemployed for years and begging for food in the end. Who says merit counts for anything in this corner of europe?


A.P.2008-01-11 15:03:02
Everything is rotten, from universities to the political and power system. In the university where I went to, supposedly a dignified one, girls and boys from the law school used to have good grades on their exams by sleeping with teachers the week before. In my own school, there was a very respectable and tv-broadcasted teacher who had his own private harem. Even an outsider to all those schemes (and partly because of that), I don't have good university memories either. Everything is rotten, from social organization and its criteria to job access to justice, it stinks dictatorship yet, the ones who had power before went for 5-10 years on vacation to brazil or similar and are exactly the same who have power now. Impunity is our problem. So what we need before anything else is clarity and dignity, engineer.


AP2008-01-11 15:18:03
Of course Finland is an economic model and a social assistance model right now, but it is not a social model in itself - Spain much better plays that identity role for us, doesn't it? And we must decide what we want. Though I think finnish economy success is not so much due to municipalities as to nuclear power, something we have always - some say stupidly - refused to have.


A.P.2008-01-11 22:26:30
And it may in fact be economically suicidal, still old wisdom sometimes as a point. Though of course we lose a lot: in most portuguese homes you can't even find an air conditioner, and it's unthinkable to find family homes with heated (or cooled...) marble floors like one commonly finds up in north. I'm not so sure if our fake engineer prime minister is so right about his (too) much cherished "finnish model" or if that's just another of his propaganda make-up campaigns and schemes. Well, actually, I'm pretty sure.
Mr. Paparella:
it's very charming when you put that brazilian accent in your messages, just a correction: Jung with a sweet brazilian accent is spelled "Jungui" ah ah (private lusophone joke, nevermind). ;)


A.P.2008-01-11 22:41:50
"still old wisdom sometimes has a point"
Good old dignity and someone who denounces and says the truth, that's just what we need, Mr. Alves. :D


A.P.2008-01-11 23:53:33
Even more, if our current prime minister/government is admiring so much the finnish scientific know-how, why has he invested only ridiculous amounts of funds (or no funds at all) in developing our original, green and break-through patent designs for producing power from ocean waves, something we could even sell to the whole world? And why hasn't him implemented at least something similar to A social assistance, utopic words in our country these days? And if he cherishes the finnish education model, why do the univerty fees stop still so many from studying, why are teachers treated so badly, and why does he need to fake his own diploma, printed on a Sunday (a record of efficiency for portuguese administrative departments, open Mon-Fri).


A.P.2008-01-11 23:56:23
"hasn't he"
"university"


A.P.2008-01-12 00:30:46
Him and his bank, business and administration and private companies' fraudulent gang of tie ball-less yuppies have obviously been taking advantage of our people's proverbial humbleness, work capacity, identity disorientation, ignorance and naïve admiration towards "hi-tech civilized countries" (we're one of Nokia's biggest fans and clients - the number of mobile phones is greater than the number of inhabitants, which is 11-12 million -, even if we forget the phones home, don't know our own number or even ignore what most tools are for) to forge corrupt schemes and go ahead with them.


A.P.2008-01-12 00:45:15
In fact, I think our citizens, even if in opposite corners of Europe and with distinct cultures, have much in common in a certain pagan, countryside honesty and old inventive survival way, but I wish our governments - and our own in particular - wouldn't try to fool us all as if we were stupid, dumb or blind.


A.P.2008-01-12 01:13:49
Societies allienated by consumption and material values are already a sad sight, we don't need fraud and intelligence offense on top of that.


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